Consultora relembra participação em manifestações em Portugal e defende o fortalecimento de redes internacionais e o direito ao Bem Viver
Manifestação em Portugal reforçou debate
Como parte dessa articulação internacional, Tainara participou, no mês passado, de manifestações em Lisboa durante o Dia de Portugal, também reconhecido por movimentos sociais como Dia da Luta Antirracista, em memória de Alcindo Monteiro, cabo-verdiano assassinado por um grupo neonazista em 1995.
Na ocasião, também mediou a roda de conversa “Sentindo na Pele – Vivências Migratórias e Letramento Decolonial”, na Casa do Brasil de Lisboa, debatendo os desafios enfrentados pela população migrante diante do avanço da xenofobia.
“Estar em Portugal reforçou que as lutas das populações negras e migrantes estão conectadas. O Julho das Pretas também é sobre fortalecer essas redes de solidariedade e compreender que o enfrentamento ao racismo exige articulação coletiva, onde quer que estejamos”, afirma.
O direito ao Bem Viver e ao descanso
Ao longo de julho, organizações negras promovem debates, atividades culturais e ações de incidência política voltadas a temas como equidade racial, violência de gênero, saúde, educação e justiça social.
Para Tainara Ferreira, o Julho das Pretas reforça a necessidade de políticas públicas que garantam dignidade e qualidade de vida às mulheres negras.
“Não queremos ser reconhecidas apenas pela nossa capacidade de resistir às violências. Reivindicamos o direito ao Bem Viver, com acesso à saúde, ao descanso, à qualidade de vida e a políticas públicas que enfrentem as desigualdades raciais e de gênero”, afirma.




