Bahia, Brasil - 6 de agosto de 2026

06:03

Bahia registra média de 247 casos semanais de síndrome respiratória grave; crianças e idosos são os mais vulneráveis

Bahia registra média de 247 casos semanais de síndrome respiratória grave; crianças e idosos são os mais vulneráveis

A Bahia registrou 5.924 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, média de 247 ocorrências por semana, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Crianças menores de cinco anos e idosos continuam sendo os grupos mais suscetíveis às complicações causadas por vírus respiratórios.

Do total de casos, 3.590 (60,6%) ocorreram em crianças de até cinco anos. Entre os idosos com 80 anos ou mais foram registrados 329 casos. Até o período analisado, a doença provocou 181 mortes no estado.

Entre os vírus identificados, o rinovírus respondeu por 48,4% dos casos, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 42,1%. A macrorregião Leste, onde está Salvador, concentrou 46,6% das notificações.

A geriatra Paula Caroline Pinto, da Clínica Florence, explica que o envelhecimento reduz a capacidade de resposta do sistema imunológico. “Infecções que costumam ser leves em pessoas jovens podem evoluir para quadros graves em idosos, principalmente na presença de doenças crônicas. Vacinação e atendimento precoce são fundamentais”, destaca.

Segundo a médica, familiares e cuidadores também devem observar sintomas como sonolência excessiva, confusão mental, perda de apetite e fraqueza, que podem indicar infecção respiratória em idosos, mesmo sem febre.

Entre as crianças, a pediatra Maria Heloina Moura Costa, do Hospital Aliança, ressalta que o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e as vias aéreas mais estreitas aumentam o risco de complicações. “O Vírus Sincicial Respiratório é um dos principais responsáveis pelas internações, especialmente em bebês menores de dois anos”, afirma.

A especialista orienta que sinais como dificuldade para respirar, respiração acelerada, recusa para se alimentar, sonolência excessiva ou lábios arroxeados exigem atendimento médico imediato.

As especialistas reforçam que manter a vacinação em dia, higienizar as mãos, evitar contato com pessoas sintomáticas e procurar assistência médica aos primeiros sinais de alerta continuam sendo as principais medidas para reduzir os riscos das infecções respiratórias.