“Pergunte à Bahia Quem Sou” aprofunda a conexão da cantora com suas raízes em uma experiência que une música, intimidade e uma estética minimalista
Depois de décadas de grandes palcos, trios elétricos e multidões, Alinne Rosa inaugura uma nova fase artística ao se aproximar ainda mais do público. Em 2026, a cantora baiana apresenta “Pergunte à Bahia Quem Sou”, projeto intimista que propõe um mergulho em suas referências, memórias e na própria essência da Bahia. O espetáculo teve sua estreia em Salvador, no dia 3 de setembro, no Teatro Sesc Casa do Comércio, e segue para São Paulo, onde será apresentado no dia 9 de setembro, no Blue Note.
Mais do que uma mudança de formato, o projeto representa um novo olhar sobre a artista. Em cena, Alinne troca a grandiosidade dos grandes eventos por uma atmosfera acústica, acolhedora e afetiva, construída a partir da proximidade com quem acompanha sua trajetória. O repertório reúne releituras de nomes fundamentais da música brasileira, como Caetano Veloso, Rita Lee, Cazuza, Maria Bethânia, Gal Costa e Djavan, além de canções autorais do álbum As Canções Que Eu Fiz Pra Ela e faixas inéditas do projeto We4Sessions.
A concepção visual do espetáculo ganha força a partir da direção criativa de Sandro López, responsável por traduzir cenicamente a proposta de simplicidade, intimidade e brasilidade que atravessa o novo momento da cantora. Com uma assinatura marcada pelo minimalismo e pela estética analógica, ele transforma elementos cotidianos em símbolos capazes de criar uma identidade visual potente para o projeto.
Um dos principais exemplos está no cenário. Uma cadeira popular, acessível e presente no cotidiano brasileiro deixa de ser apenas um objeto funcional para assumir protagonismo em cena, transformando-se, sob o olhar de Sandro, em uma espécie de instalação artística. A escolha reforça o conceito de aproximação e humanidade que permeia o espetáculo.
O vermelho também ocupa lugar central na identidade visual de Pergunte à Bahia Quem Sou. Presente no cenário e explorado pela iluminação em diferentes harmonias cromáticas, o tom se transforma em elemento de assinatura, criando uma atmosfera visceral e, ao mesmo tempo, elegante. A proposta de Sandro López é justamente encontrar potência naquilo que é essencial, fazendo com que poucos elementos tenham grande impacto cênico.
A direção do show é de Raffa Souza, que conduz a experiência ao lado da cantora e da equipe criativa.
O novo projeto chega em um momento de forte conexão de Alinne Rosa com referências brasileiras e, especialmente, com a Bahia. Em 2026, a artista lançou um álbum autoral inspirado no estado e levou a brasilidade também para o Carnaval, com o tema “Só Tem no Brasil”. A relação com Salvador ainda atravessa outros momentos importantes de sua carreira, como a temporada Pergunte ao Rio Vermelho Quem Sou e a gravação do DVD País da Fantasia.
Moradora do Rio Vermelho, Alinne encontra no novo espetáculo uma oportunidade de aprofundar essa relação com sua terra e com o público. A temporada inicial do projeto em Salvador já havia reunido convidados da música baiana e conquistado uma recepção positiva dos fãs.
Agora, em Pergunte à Bahia Quem Sou, a cantora amplia essa experiência e transforma suas referências em uma narrativa musical e cênica. Com a direção criativa de Sandro López, o projeto encontra uma estética própria para contar essa história: minimalista, brasileira, analógica e profundamente conectada à Bahia.




