Bahia, Brasil - 6 de agosto de 2026

19:56

Moda de luxo aposta na autenticidade para impulsionar crescimento e fortalecer marcas

Moda de luxo aposta na autenticidade para impulsionar crescimento e fortalecer marcas

A indústria da moda de luxo passa por uma transformação que coloca a autenticidade, a identidade e a conexão emocional com o consumidor no centro das estratégias das grandes marcas. Segundo a executiva e empresária Mônica Mota, diretora da Model Club Agency, o setor deixou para trás padrões estéticos rígidos e passou a valorizar histórias reais e perfis mais representativos.

Com previsão de movimentar mais de US$ 142 bilhões em receitas em 2026, segundo dados da Statista, o mercado de luxo busca novas formas de se aproximar de uma geração de consumidores que rejeita a artificialidade e valoriza experiências mais genuínas.

Para Mônica, essa mudança já pode ser percebida nas principais semanas de moda do mundo. “O mercado de alta-costura passa por um amadurecimento onde as marcas perceberam que a beleza estática já não engaja mais. Hoje, os diretores de casting procuram modelos com identidade marcante, capazes de expressar suas histórias e ancestralidade”, afirma.

Nesse novo cenário, o Brasil ganha destaque como fonte de talentos para o mercado internacional. A diversidade cultural do país tem atraído o olhar de agências e grifes que buscam profissionais capazes de traduzir autenticidade nas passarelas e campanhas.

À frente da Model Club Agency, Mônica acompanha esse movimento e lançou nomes que hoje participam de importantes fashion weeks e campanhas de marcas como Dior, Valentino e Ami Paris. Segundo ela, o modelo atual precisa ir além da aparência: é necessário compreender o posicionamento das marcas, desenvolver inteligência emocional e construir uma carreira estratégica.

“O valor da autenticidade deixou de ser apenas um conceito de comunicação para se tornar um ativo financeiro estratégico para a sobrevivência do mercado de luxo”, destaca.

As projeções do setor indicam que as marcas capazes de equilibrar tradição e uma comunicação mais humana tendem a manter protagonismo em um mercado cada vez mais guiado por conexão, representatividade e propósito.