Consumidores passam a priorizar marcas acessíveis, eficácia comprovada e credibilidade clínica, aponta estudo da McKinsey
A indústria global da beleza deve manter um crescimento anual de até 5% e alcançar US$ 590 bilhões até 2030, impulsionada principalmente pelos mercados emergentes, como América Latina e Sudeste Asiático. Os dados são do relatório “Da prateleira ao algoritmo: as categorias, canais e conceitos de beleza que moldarão o crescimento em 2030”, da McKinsey & Company.
O segmento de cuidados com a pele (skincare) continua liderando o mercado, movimentando atualmente cerca de US$ 190 bilhões. Segundo o estudo, os consumidores estão cada vez mais atentos a produtos acessíveis, com resultados rápidos e respaldados por credibilidade profissional e clínica.
Para a biomédica esteta Jéssica Magalhães, esse movimento acompanha a consolidação do skincare como parte da rotina de autocuidado. “No Brasil, cresce a busca por produtos que entreguem resultados comprovados, desde que estejam associados a uma rotina consistente de cuidados. Também observamos maior interesse por fórmulas voltadas à perda de volume facial, impulsionadas pelo uso de medicamentos como os agonistas de GLP-1”, explica.
O estudo também aponta o avanço dos tratamentos estéticos domiciliares, com a popularização de máscaras de LED, aparelhos de radiofrequência e lasers de uso pessoal. Para a especialista, essas tecnologias ampliam o acesso aos cuidados, mas não substituem o acompanhamento profissional.
Outra tendência destacada é o crescimento de produtos com ativos inovadores, impulsionados por plataformas como o TikTok Shop. Apesar do sucesso de ingredientes em alta nas redes sociais, Jéssica alerta que nenhum ativo é indicado para todos os perfis. “Cada pele responde de uma forma. A avaliação individual continua sendo essencial para garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, conclui.




