Na fase de grupos da ‘Copa do Mundo de 2026’, a Seleção Brasileira enfrentará Marrocos (13 de junho), Haiti (19 de junho) e Escócia (24 de junho), em partidas realizadas em estádios sem cobertura, expostos ao calor extremo e à desidratação
Faltando poucos dias para a Copa do Mundo 2026, as condições climáticas já entram no radar das 48 seleções participantes. Nos Estados Unidos, sede de parte da competição, o verão do Hemisfério Norte deve registrar temperaturas de até 35°C, cenário que pode impactar diretamente o desempenho dos atletas e até provocar atrasos em partidas.
Para a Seleção Brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, a adaptação ao calor intenso será mais um desafio na busca pelo hexa. Os jogos da fase de grupos contra Marrocos, Haiti e Escócia acontecerão em estádios abertos, aumentando a preocupação com calor e baixa umidade do ar.

A FIFA já anunciou pausas obrigatórias para hidratação durante as partidas, medida que ganha ainda mais importância diante dos efeitos das mudanças climáticas. Segundo Liu Berman, líder do Movimento Reinventando Futuros e da LB Cultura Circular, o cenário exige atenção das autoridades esportivas. “Os jogadores serão submetidos a uma verdadeira prova de resistência. O calor extremo e a baixa umidade podem provocar impactos importantes na saúde e no rendimento físico dos atletas”, afirma.
Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) mostram que os anos entre 2015 e 2025 foram os mais quentes já registrados globalmente. Para Liu, a Copa de 2026 pode se tornar um marco na adaptação do esporte às novas condições climáticas, com medidas como pausas para hidratação, mudanças de horários e possíveis atrasos em jogos.
“O futebol passa a conviver diretamente com os efeitos da crise climática. Grandes eventos esportivos precisarão cada vez mais de protocolos específicos para garantir segurança e desempenho dos atletas”, conclui.




